Você já parou para analisar que pais não ouvem mais de seus filhos que estes querem investir em imóveis próprios, estabelecer-se de modo fixo ou que têm medo de arriscar em mudanças ou em novos desafios? Por que essa era parece ser o momento do “desapego”? O que faz você trocar seu carro por meios de transporte coletivos, como apps de carona, motorista particular ou bicicletas alugadas?

Viver em um momento onde é possível comprar e vender sem (necessariamente) usar dinheiro, produzir sem prejudicar o meio ambiente, colaborar e gerar mais crescimento do que competir podem fazer parte das mesmas questões acima.

Isso tudo compõe a Economia Colaborativa – conceito também chamado por Consumo Colaborativo ou Economia Compartilhada. Não faz muito tempo que vivemos este conceito, muito menos conscientemente; muitos especialistas ainda têm buscado definições conceituais, enquanto empreendedores já vivem na prática, criando negócios cada vez mais conectados.

Essa nova forma de nos organizar em sociedade, engloba conceitos sociais, culturais e, é claro, econômicos. Transforma não só o dia a dia, mas princípios básicos da economia que, até então, eram únicos e imutáveis.

Transformar o mundo nunca esteve tão próximo.

Veja só:

https://www.youtube.com/watch?v=mr_SmE7q7rQ

Os exemplos de negócios que já vivem a economia colaborativa já temos aos montes. A Uber é a clássica troca do seu carro por um motorista particular na hora que precisa, sem preocupação com manutenção, impostos, estacionamento; as bikes compartilhadas também já fazem parte da rotina de muitos; o Airbnb já permite há alguns anos que você se hospede ou mantenha-se em outro local gastando muito menos e compartilhando ambientes; o Etsy, é um site que conecta vendedores e compradores de artes; Kickstarter não é a única plataforma a permitir divulgar campanhas de financiamento coletivo ou “vaquinhas online” (crowdfunding); isso sem falar em tantos outros de trocas de roupas e conexões diversas.

Se no passado, precisávamos de instituições oficiais (como igrejas, bancos ou o próprio Estado) para nos passar confiança, hoje, temos estreitado os laços com outros indivíduos – estranhos – os quais buscam ou têm interesses próximos aos nossos. Já parou pra pensar na relação de confiança que você estabelece com o desconhecido quando o chama para ser seu motorista, quando leva em consideração seu comentário para comprar um produto, quando marca um encontro pelo Tinder ou quando divide o mesmo teto por algumas noites?

Não vivemos a era do desapego. Vivemos a era da confiança.

E este é um comportamento que pode mudar não só a relação entre pessoas, mas afeta diretamente os seus negócios e a estrutura das empresas. Diversos projetos colaborativos, como a Wikipédia, por exemplo, já sinalizavam uma nova organização. Agora, as ferramentas estão nas mãos de todos. O mundo é movido pela criatividade e modelos disruptivos são cada dia mais frequentes.

Queremos experiências. Priorizamos o relacionamento e o movimento das ações. Valorizamos a conscientização do consumo. Queremos a otimização do tempo. E o impacto social que essa mudança de formatos e de comportamento causam podem responder as perguntas do início: não estamos mais frios, estamos mais focados com o que nos importa – hoje.

 

Comentários

Comentários