Há uma teoria conhecida de Marketing, a dos famosos 4 P’s – Produto, Preço, Praça e Promoção. Criada pelo professor da Universidade de Michigan, Jerome McCarthy, em 1960, e posteriormente popularizada pelo guru do Marketing, Philip Kotler, a teoria é base até hoje para campanhas e planejamento em qualquer organização.

 

Obviamente, há de se contextualizar os conceitos aos avanços tecnológicos, e principalmente, à psicologia do consumidor atual.

 

Um dos mais importantes pontos a se considerar, a meu ver, é o de que hoje, vivendo a Era Pós Digital (frente à revolução das mídias sociais), o conceito de Praça (Place) precisa ser entendido, ou ao menos profundamente refletido, como a presença de uma empresa na Internet.

 

Para muitos de nós habituados com o mundo digital, e talvez nascidos após os anos 80 (os famosos Millennials), esta colocação é óbvia. Entretanto, a realidade se distancia desta lógica no Brasil.

 

Dados da consultoria McKinsey, ainda em 2012, apontavam que menos de 15% das PMEs (pequenas e médias empresas) disputavam consumidores na rede àquela época. Segundo Adriana Noreña, vice presidente América Latina no Google, “Ter uma presença digital é um investimento pequeno que nem todas companhias perceberam que é essencial”.

 

A McKinsey mostra que no México, por exemplo, além do crescimento nove vezes maior entre as companhias que possuem Presença Digital, há um corte médio de 5% nos custos e aumento de 16% na produtividade.

 

Ainda com as palavras da Adriana do Google, em referência aos países em desenvolvimento em comparação à países como EUA e Alemanha – “Precisamos desenvolver a cultura da internet nesses países (América Latina), há uma necessidade de mais criação de conteúdo local em muitas áreas, além da implementação de um ecossistema que estimule o investimento na rede”

 

Dados da Boston Consulting Group, após avaliar 4,7 mil empresas, apontam que em média as PMEs brasileiras com presença online tiveram crescimento total de vendas de 20% entre os anos de 2010 e 2012, oito pontos percentuais acima das que não investem na rede.

 

Alguns podem pensar que a falta de investimento se deve às recentes crises e talvez escassez de capital destas empresas, porém, parece-me que a questão está muito mais ligada à cultura e priorização que à crise em si. Dados do SEBRAE apontam o desenvolvimento de PMEs e o crescimento de seu faturamento nos últimos anos:

 

Número de PMEs:

 

Faturamento empresas de pequeno porte - Presenca digital

 

Faturamento das PMEs:

Número de empresas de pequeno porte presenca digital

 

A mudança da cultura das PMEs rumando para o entendimento de que Website, Mídias Sociais e produção de conteúdo digital não são um custo (desnecessário), mas sim um investimento com alto retorno para o negócio, é condição importantíssima para sobrevivência e crescimento em um mercado cada vez mais disputado. A tecnologia está a serviço de todos nós, pensemos estrategicamente para fortalecimento de nossas empresas!

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