Os últimos anos em nosso país apresentam um forte movimento de combate à corrupção. Situações que há 5 ou 6 anos julgaríamos inimagináveis, como a prisão de um dos maiores empresários da história do país, ou a condenação de um ex-presidente da república extremamente popular e icônico, ainda que em primeira instância, agora são fatos e se tornaram cotidiano em todos os noticiários.

 

As relações espúrias entre empresas de capital privado e o governo foram escancaradas, e abalaram estas empresas não somente no nível legal/criminal, como também arranharam de forma profunda suas imagens, suas marcas.

 

Desta forma, não queremos mergulhar nas discussões éticas ou posicionamento político, não por não julgarmos tais assuntos extremamente importantes, mas sim por utilizarmos este Blog para discutirmos os assuntos pertinentes e interessantes ao nosso mercado de Mkt/Branding

 

Vamos refletir um pouco sobre os trabalhos de Re-Branding, ou seja, reposicionamento de Marca, por conta das crises de imagem.

 

Um trabalho de Re-Branding demanda um time multidisciplinar, investigativo, inquieto e curioso. Estes profissionais, com forte perfil analítico, vão resgatar a alma da empresa, totalmente antenados ao mercado e seus públicos de relacionamento, evidenciando em uma nova Marca sua essência, seus pontos positivos e inclusive seu reconhecimento do que não foi bom ou correto e precisou ser passado a limpo.  Em meses de muita pesquisa, entrevistas com diversos colaboradores, dos operadores aos mais altos executivos, investigação histórica dos feitos da empresa, e resgate da essência da Marca, vivida no dia a dia pelos funcionários, enfim, elaboram-se os pilares e o Manifesto daquela empresa, o porquê de existir. Todo este conjunto conceitual é tangibilizado então nas expressões visuais (que inclui o novo Logotipo), verbais e sensoriais da nova marca, algumas vezes contemplando também o trabalho de Naming para a mudança de nome.

 

Alguns são os casos das empresas brasileiras que passaram ou iniciaram este processo de reposicionamento, afinal, os escândalos foram tão fortes, que respingou crise de imagem para todo o mercado.

 

Tivemos a oportunidade de liderar um grande processo de Re-branding (em tempo recorde, diga-se de passagem!) no primeiro semestre de 2016. E ao contrário do sentimento que tínhamos enquanto meros espectadores dos noticiários, perceber ao longo deste processo que a empresa, a marca, não se resumia aos acionistas, e às suas condutas ora ilegais, mas sim ao conjunto de seres humanos dedicados, comprometidos e extremamente competentes no que faziam todos os dias há anos, passamos a uma nova percepção, resultando em uma vontade imensa de resgate de essência e contribuição, no âmbito da comunicação e marketing, para uma nova realidade empresarial, com Marcas transparentes, apoiadas em propósitos claros e que de fato vivem o que comunicam!

 

 

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