O trabalho de Gestão de Marcas está muito além da criação da expressão visual das empresas. A criação de um logotipo é a tangibilização, ainda que digital ou visual, de um conceito que está, ou deveria estar, suportado em pilares consistentes, intimamente ligados ao propósito de existir de uma empresa.

 

Empresas existem para dar lucro, é claro. Mas há uma função social indiscutível na criação e manutenção de organizações de pessoas alinhadas à produção, tecnologia, prestação de serviços, comércio, e enfim, as mais diversas áreas de relacionamento comercial e profissional do mundo atual.

 

Não há como dissociar o convívio e a existência empresarial com os âmbitos mais elevados de nossa sociedade, afinal, como diria meu velho pai, passamos mais tempo trabalhando do que em casa com os nossos.

 

Isto posto, temos ainda de analisar, no contexto histórico-cultural da humanidade, o forte apelo das marcas que este novo século nos apresenta!

 

Nossa sociedade foi, em tempos remotos, guiada ideologicamente pela religião. Transitou deste período histórico para um segundo momento, guiada pelo Estado. Aparentemente, vivemos uma nova era em que a cada dia as marcas e sua influência no cotidiano parecem ser os novos líderes, guias – haja visto a idolatria que as gerações mais recentes possuem por tais logotipos, e até a auto-definição de individualidades apoiadas em signos comercias (??).

 

Só há aderência nesta profundidade de relacionamento se uma marca se compromete a ser muito mais que uma empresa que dá lucro através da produção e comercialização de refrigerantes, por exemplo. Ela precisa MANIFESTAR e ASSOCIAR a todo momento, através de uma comunicação planejada, que abrir uma lata de Coca-Cola é na verdade ABRIR A FELICIDADE. Otimismo. Sentimento. Olha ai…

 

Simon Sinek criou o famoso conceito do Golden Circle, e basicamente escancara que as pessoas não vão comprar o que você faz… elas compram o PORQUÊ você faz. Ou seja, PROPÓSITO!

 

A pesquisa Insight 2020, que contou com mais de 10 mil entrevistados no mundo todo e que no Brasil foi apoiada por importantes veículos como a Meio & Mensagem, quis saber se o propósito da marca direciona todas as ações das empresas. O resultado apontou que 80% das marcas mais valiosas do mundo responderam que sim, ou seja, o Propósito de marca é a bússola do negócio. Já no grupo das marcas menos valiosas, apenas 32% dos entrevistados concordaram que essa estratégia seja de fato adotada.

 

Isto indica claramente que, ao menos na esfera do brand equity, trabalhar a marca de forma complexa, consistente e com PROPÓSITO, faz todo sentido para o tal do lucro 🙂

 

 

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